Operadora VoIP e os Call Centers

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A qualidade da ligação está em alta!

Durante alguns anos tenho acompanhado empreendedores da área de telecomunicações que iniciam operadoras de telefonia voIP pelo retorno rápido e baixo investimento.

A maioria das operadoras voIP focam suas forças comerciais em um nicho de mercado muito concorrido, os call centers. São atraídos devido ao grande tráfego de ligações e a alta receita bruta.

Por trás do alto faturamento existem alguns problemas que, se não previstos, podem trazer sérios prejuízos e até mesmo a falência da operadora voip.

Após a implantação de diversas operadoras e a convergência de situações, chegamos as premissas para um crescimento saudável da operadora de telefonia voIP:

O mercado de Call Center

Para ajuda-lo a definir o preço, calcular o custo e estrutura fisica necessária, vou relacionar algumas situações que ocorrem no mercado de Call Centers:

a) Prazo de Pagamento: O fluxo operacional financeiro pode prejudicar as operadoras voIP que não possuem um capital de giro, para isso é necessário possuir capital para manter a estrutura por no mínimo 120 dias.
Geralmente os minutos de telefonia são comprados na modalidade pré pago e o recebimento é feito pós pago. Muitas vezes o call center utiliza a terminação durante 30 dias e pede para emitir a cobrança para o dia 25 do mês subsequente a utilização. Dessa forma, a operadora está mantendo a operação do call center por 55 dias e, se não estiver com o fluxo de caixa provisionado pode ter problemas para manter a operação.

b) Cálculo do preço: O cálculo do valor do minuto deve considerar impostos, infraestrutura, licenças de software e demais recursos para atender o cliente.
Existem operadoras que atendem o mercado de Wholesale e não emitem nota fiscal de venda dos minutos. Se sua operadora compra sem nota fiscal, corre um grande risco de ter problemas com a RF, pois o call center exigirá a nota fiscal para realizar o pagamento e gerará uma divergência contábil entre a compra e venda de minutos.

c) Licença SCM: Os grandes call centers exigem a licença SCM dos fornecedores de telefonia, dessa forma, a operadora pode sofrer restrições caso não possua.

d) Concorrência: Como a quantidade de operadoras voIP buscando call centers aumenta a cada ano, é natural esbarrar em concorrência desleal, como em todo mercado. Afinal estamos no Brasil!
As operadoras que trabalham com preço muito inferior, na maioria das vezes, não permanecem no mercado, pois não conseguem sustentar uma terminação de qualidade e um serviço confiável. Percebo que houve uma inversão do mercado, antes priorizava preço atualmente prioriza qualidade.

Uma frase que sempre falo para os clientes, “Enquanto as operadoras voIP brigam por 5% do mercado de telefonia voip, mais propriamente pelos call centers, o mercado corporativo fica nas mãos das operadoras Embratel, Vivo, Datora, Algar Telecom dentre outras.

Vejo o mercado corporativo como um boa opção para as operadoras voIP, pois a concorrência é incomparavelmente menor, além da margem de lucro maior.

Sendo assim: “Foco no corporativo!”

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